E riram muito, dobrando os grossos ventres em contracções diaphragmaticas, as bochechas dilatadas, no espapamento obscuro de alegrias alvares. O Lourenço despediu-se, tinha que fallar com o Mendes, ficara de estar com elle no café Suisso, e instava para que o commendador o acompanhasse ficava mais um poucochinho, lhe agradava muito aquelle panorama. Oh, era sublime! Até logo!

Mas se vivemos, os emparedados, Sem arvores, no valle escuro das muralhas!... Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas E os gritos de soccorro ouvir estrangulados. E n'estes nebulosos corredores Nauseam-me, surgindo, os ventres das tabernas; Na volta, com saudade, e aos bordos sobre as pernas, Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores.

Quanto a elle a eschola polytechnica é um objecto de luxo e o extincto collegio uma necessidade. Para ventres insaciaveis, para gastrónomos, sem dúvida: para a verdadeira instrucção, para a instrucção de que o povo português carece, é tal proposição um desmarcado absurdo. O porque, escuso dizê-lo de novo: o leitor o terá percebido pelas ponderações que fiz.

E accrescenta: JEROPIGA, differe. O aleivoso clyster que, provavelmente, ainda hoje traz impressionados e receosos os espiritos e os baixos ventres dos nossos fieis alliados, conspurca bastante a memoria do barão de Forrester.

Na monastica paz dos ventres satisfeitos Com luserna viçosa e tenra até os peitos Envolta no esplendor fulvo do sol poente, Mansa, fitando o azul, rincha orthodoxamente!

Que ventura, meu Deus! sermos no crime os dois, Fruir o teu amor, e arrojar depois O teu corpo e a paixão de que hoje ainda te nutres Aos ventres bestiaes dos ávidos abutres! Mulher, posso matar-te! Ao largo! tenho medo!... MARIA muito calma: P'ra sempre guardarei, Judas, o teu segredo: O mundo é tão cruel que aleives não reprime, Se junto da virtude elle descobre o crime. Mas entretanto... foge!

Faze armar para o Povo o aço da Guilhotina. Manda fallar, rugir, as bocas dos canhões. Atulha, a abarrotar, os ventres das prisões. que comer á Valla e á boca da Enxovia. Senta a fome no Lar, o luto na Alegria. Torna inda mais crueis os ais que nos consommem. Mas treme do Futuro! Ouviste a voz d'um homem.

Os tardígrados deixavam os lugares sombrios, e acercavam-se dos seus brasidos, que eles alimentavam cuidadosamente. Gemiam ali numerosos feridos, fechando com a mão ferimentos terríveis. Geralmente, tinham mordidas as pantorrilhas e as coxas, ao passo que os mortos patenteavam gargantas rasgadas, ventres estripados.

Tenham a bondade de perguntar-lhe qual é o seu consumo diariamente. Os hespanhoes são alegres, cheios de vida, dormindo pouco, saindo muito, falladores, enthusiastas. E sabem porquê? Por causa do chocolate, o mysterioso, que traz sempre estes ventres bem fartos, e, portanto, orgulhosos de si mesmo.

Na longa alameda macadamisada que vai junto do rio, entre os dois renques de velhos choupos, entreviam-se vestidos claros de senhoras passeando. Do lado do Arco, na correnteza de casebres pobres, velhas fiavam á porta; crianças sujas brincavam pelo chão, mostrando os seus enormes ventres nús; e gallinhas em redor iam picando vorazmente as immundicies esquecidas.