Foi com as faces pallidas e com os olhos vermelhos que ella appareceu diante do pae ao jantar. Contrastava tanto com estes vestigios de tristeza o sorriso, a que pretendia obrigar os labios, que o effeito era mais triste ainda. Todo se alvoroçou o coração de Manoel Quentino, ao vel-a; tão contente pela manhã, e agora assim! Olhava para a filha, mas não se atrevia a interrogal-a.

*A saudade e a sciencia em dialogo* Dois mezes depois de fechado o parlamento, D. Theodora Figueirôa, farta de escrever cartas, e de esperar respostas que lhe iam a razão de uma por dez, mandou chamar aquelle Braz Lobato, professor de instrucção primaria, e, com os olhos vermelhos de chorar, abriu do peito oppresso estas palavras: Que me diz vocemecê sr. Braz, á demora do meu homem?

Á roda da casa, no friso caiado, tinham disposto a loiça branca e na chaminé um grande tronco de asinho ardia, rodeado de piorno, fazendo passar clarões vermelhos na bateria de cobre, disposta, como um tropheu, do outro lado da casa.

Os seus labios, vermelhos como bagos de romã, recordar-se-hão tambem d'esse beijo fatal que me fez o mais desgraçado dos homens, e pela mente do conde de Loreto cruzará debil, mas ameaçador, o phantasma de uma duvida, a sombra de uma suspeita. Ernesto tinha sempre na mesa de cabeceira uma garrafa de rhum; extendeu o braço, pegou na garrafa e bebeu um gole.

O peito era de seda crua, côr da camisa aberta em sanefa. Floriam-lhe o seio glabro redondos signaes vermelhos. Cada punhalada era uma tulipa de sangue. Peregrina ajoelhou. A areia phosphoreava luz de sonho, irradiações de phantastica pedraria... Ella esteve a mirá-lo com uncção de penitente. Curvou-se a procurar os traços de luz vaga do seu olhar de vidro.

O padre enlaçou-lhes as mãos e ao pronunciar o «Ego vos conjugo» Ermelinda sentiu a face orvalhada, as lagrimas convencionaes da noiva romantica, que o Alberto recebeu com um sorriso leve, finamente desenhado nos seus labios vermelhos.

Anacreonte, o velho erotico divino, Contente encerraria alli o seu destino, Pobre, alegre, feliz, sem remorsos, sem dores, A calvicie jovial sob um chinó de flores, O copo sobre a meza, a musa sob os joelhos, Ao ar livre, a cantar os desejos vermelhos, A belleza, o prazer, a juventude e o sól, Com a graça d'um merlo e a voz d'um rouxinol. Vejamos essa estancia idilica e tranquilla.

Senhoras, Anrique ouvira a voz d'uma das freiras E quando no adro branco, as notas derradeiras Perderam-se voando, julgou n'um som dorido Reconhecer a voz do seu amor perdido! São sonhos de poeta; mas sonhos como lyrios Tão brancos como elles... vermelhos nos martyrios! ............................................. Vinde d'ahi, Senhoras, commigo quereis ouvir?

Pinto Monteiro intrommetteu-se na politica brazileira, iniciou-se na maçonaria em 1830, fez discursos vermelhos contra o imperador e escreveu clandestinamente. Esteve assim na fronteira do paiz promettido aos eternos Paturots.

E como n'essa madrugada em que a chegada do navio, que a devia levar, o decidira a declarar-se, João, depois de a ter visto embarcar desfallecida, olhos vermelhos, ao lado da cadeirinha da entrevada, foi pôr-se á janela.