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Atualizado: 13 de outubro de 2025
E foge d'essa mulher, que é a causa de eu ser um matador. Tem razão; vae, minha filha disse D. Angelica, afastando-a de si. Sr. barão disse Ludovina eu não deixo uma mãe culpada para seguir um assassino. Saia da minha presença, que o detesto. Apenas romper a manhã, deixo esta casa, deixo-lh'a para que o senhor caiba n'ella com o seu remorso.
Diga-lhe isso, que eu levo a carta. Não fale em mim, não diga que eu vim cá. Antonio de Almeida escreveu. Ao despedir-se beijou Ludovina na face, e disse soluçando: «Será o beijo de um moribundo? «Não diga tal, sr. Almeida. «Se fôr...» e desentalando a voz dos gemidos que lh'a embargavam, proseguiu «se fôr... Ludovina... lembra-te sempre da situação em que te deu o seu ultimo beijo... teu pae.
Terminado o baile, duas ou tres vezes amaxucára a carta na mão convulsa, para a lançar ao toucador de Ludovina, que desenfeitava as tranças e o pescoço. Que tens, meu amiguinho? disse ella, que o vira, no espelho, fazendo esgares com os beiços parece-me que está agitado! «Estou bom, muito obrigado, estou como se quer.
Convidado para um baile, em que Ludovina ia ostentar preciosissimos recamos de brilhantes, que seu marido lhe déra na vespera do casamento, João José Dias ao vestir a casaca nova, que seu sogro lhe mandava ao quarto n'uma bandeja, viu uma commenda pregada n'ella, e sobre uma salva de prata um collar com a cruz da ordem de Christo, pendente de um vistoso laço de fita.
Ora, vejam a seguinte carta que Ludovina lhe escreveu, antes da sua partida para Celorico: «Lembra-me que, sendo eu creancinha, sentava-me no collo do meu amigo, anediava-lhe os cabellos, fazia-lhe muitas meiguices de coração e de astucia, para no fim lhe pedir um brinquedo, um passeio, uma qualquer cousa que o meu amiguinho me não sabia negar.
O bom siso dizia-lhe que sua mulher era uma creança, vezada a bailes, e ainda verde para gostar da quietação domestica. Bem via elle a innocente alegria com que Ludovina andava nos honestos brinquedos, e o desapercebimento, se não desprezo, com que ella acceitava as louvaminhas dos primos.
Nunca é feliz com um vestido de chita a mulher que tem amigas com vestidos de seda. Hoje reina a opinião publica, Ludovina, não é a consciencia de cada um. O agente principal do espirito de uma mulher é a modista. Se ha casadas que envelhecem disputando ás netas a melhor eleição de um talhe de vestido, que farão as solteiras?
Eu vou requerer um exame ás suas faculdades intellectuaes... Meu pae! murmurou afflictivamente Ludovina pelo amor de Deus lhe peço que se retire, quando não, vê-me cahir aqui morta. «Eu vou, menina. E sahiu, reatando a meditação no divorcio e nos vinte contos. Não lhe disse eu já, sr.
Basta de razões insignificantes, que devem humilhar a tua razão, Ludovina. Eu nunca embaracei esse ligeiro conhecimento que tens com o Ricardo de Sá, por saber que nunca seriam tardias as reflexões que te faço agora. Não pódes casar com esse homem sem desgostar teus paes, e grangear para ti o infortunio, e para elle o arrependimento.
Não pódes respeitar esta agonia, porque não a comprehendes, innocente martyr. Se soubesses... poderias abominar-me agora, para te compadeceres depois. «Sei, mãe. Que sabes tu, Ludovina?! exclamou Angelica, abraçando-a convulsivamente. «O meu silencio responde-lhe, mãe... Não soffra pela minha deshonra.
Palavra Do Dia
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