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Atualizado: 2 de dezembro de 2025
Momentos depois, o cortezão beijava os dedos da mulher de Domingos Leite, affagava a sr.ª Dona Angelasinha, a quem sua magestade enviava um beijo, e terminava por dizer que vinha receber a carta que havia de ir para Hespanha na manhã do dia seguinte, conforme as ordens dadas por el-rei ao correio-mór. Ámanhã! disse Maria Isabel Já ámanhã!... Mas eu ainda não escrevi...Como hade ser?
Aqui temos Alvaro Vaz de Almada lançado na accesa lucta travada entre o infante e a rainha, e vel-o-hemos acompanhar sempre D. Pedro, até á morte, com aquella cega dedicação, que já era antiga, porque datava de Ceuta. O povo de Lisboa, poucos dias depois da eleição de Alvaro Vaz, acclamára o infante D. Pedro como unico governador do reino, n'um acto solemne realisado na egreja de S. Domingos.
Esposo da sr.^a Catharina do Nascimento de S. João Baptista, vivia em perenne sabatina com a sua cara metade, sujeitando-lhe todas as suas acções, mas salvando sempre o direito de protestar pela palavra. Ganhava a vida no officio de hortelão e, aos domingos e dias de festa, á fôrça de rufos e pancadaria na retesada pelle do seu companheiro inseparavel o zabumba.
Nunca olharam as nuvens, nunca as viram, esses mármores ao vento, fluctuando... E o vento! O vento! Sabem lá ouvi-lo! Tanto não sabem que quando êle prega, durante o inverno em que êle é todo génio, metem-se em casas grandes, bem fechadas, p'ra ouvir sons, sons, imensos sons... Chamam a isso Música. Conheço-a. Desde que vivo com os homens, perseguiu-me. Nem aqui na gaiola eu lhe escapei. Toca aos domingos horas, no coreto. Enche-me mais de raiva e de miséria. A música das águias como é outra!... Quem a ouviu como eu quando era águia, antes de ser esta carcassa reles! Nas montanhas, no mar, na névoa móvel!... Sobretudo no mar, no grande mar... O que eu viajei nos temporais a ouvi-la! Ás vezes partíamos no vento em turbilhões, asas e asas, nómades, pairantes... Regougos de ondas, nuvens a rasgar-se, e os nossos gritos, bêbedas de espuma!... E mil vozes de formas nunca ouvidas, a voz de tudo, tudo, a voz de Pan! E o silêncio, o silêncio... Certos instantes únicos, supremos, em que êle se ouve, o temporal hesita, e um pânico arrepanha as asas todas... Como é agudo, agudo, êsse silêncio!... Nas meias-noites de estio... o que eu gostava de despertar no éter melodias, ferindo-lhe o teclado luminoso, numa alma de voo, sereníssima... Punha medo com o rumor das minhas asas
O sr. marquez de Gouvêa observou Domingos Leite não se vendeu. Então deu-se de graça como quem não achou comprador? replicou o sarcastico Guedêlha, casquinando a sua asperrima risada. Está v. m.ce bem informado. D. Manrique, filho do castelhano conde de Portalegre, não se vendeu: atraiçoou o rei que lhe deu a coroa de marquez.
Vê-se que a vocação do rapaz, afinal, era a politica. Em 1638 morreu D. João da Silva. Logo o marquez de Gouvêa chamou aos segredos da sua escrevaninha Domingos Leite, exonerando-o dos encargos impertinentes da administração da caza, e investindo-o de occupação mais condigna.
Domingos Leite, ouvindo o bater das portadas, não podia perceber a descortezia ou qualquer outro sentimento de quem quer que fosse, e principiava a censurar-se da indiscreta pergunta, quando uma porta rodou vagarosamente, e voz tremula de dentro disse anciadamente: Entre, entre depressa... Domingos reconheceu a voz de Bernardo.
E no proximo correio, escrevendo a Domingos Botelho, dizia no periodo final: «Tive o gosto de conhecer teu filho Manoel, e uma de tuas filhas; por elle te mandei um abraço, e por ella te mandaria outro, se fosse modo ensinarem velhos a meninas bonitas como se dão os abraços nos paes.»
Domingos Leite Pereira, ouve lá o que eu te digo: Tens nas tuas mãos o destino de Portugal! E serás um dos primeiros da tua patria, se o quizeres ser. Domingos Leite sorriu-se motejando o enthusiasmo prophetico d'aquelle que ás vezes se lhe pintava infernalmente necessario á sua existencia.
Não tenho que ver com o que elle era... respondeu Domingos Leite froixamente, lembrando-lhe o assassinio do pai de Miguel de Vasconcellos, a denuncia de Mathias de Albuquerque, os insultos que este general recebera á entrada da Torre de Outão, e outras malfeitorias que não sobreviveram á memoria dos contemporaneos.
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