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Atualizado: 2 de dezembro de 2025


E como levava sede, entrou n'uma taberna e pediu dois decilitros. O taberneiro tinha sahido. Foi a filha quem veiu servir. O José ficou um pouco enleado a olhar para a rapariga, quando esta lhe trouxe o copo trasbordando, deixando cahir no pires de barro grosso, branco, riscado de azul, um pouco de vinho em que ella molhava a unha do pollegar. Para o gosto d'elle nunca vira mulher assim!

Mas o moleiro, que vinha chegando, especou diante da mulher, e repetiu como um eco: ...Um enjeitadinho. Entreolharam-se os três, numa incerteza vaga. Sim, um enjeitadinho, deve ser isso... continuou o moleiro. E daí... pode ser que não seja... A rapariga, muito impaciente, perguntou se sabiam alguma coisa. Nada! pode ser que a história seja outra elucidou o moleiro. Onde foi que isso foi posto?

Bem sabes como foi, filha!... Eduardo, á segunda vez que foi a nossa casa, estando eu a tocar, disse-me que, se o não podia salvar com o amor, que lhe tocasse musicas bem tristes que o podessem salvar com as lagrimas... Estas palavras acharam em minha alma toda a sensibilidade d'uma rapariga innocente... Depois vieram as cartas... depois... tu sabes tudo como se passou... Sei...

Eu digo o que é verdade, rapariga!... Tenho minha presumpção de nunca dizer senão a verdade... o pespeguei na cara do sr. juiz de direito e mais do sr. doutor delegado e mais doutores, quando fui a um juramento, por causa d'aquellas pancadas no recebedor...

E você sabe se o rapaz, ainda mesmo assim desiste? Pois desiste, porque a gente faz escandalo... E depois d'ella desacreditada, se elle não tiver vergonha. Desacreditada! Então a rapariga ha de ficar desacreditada? Isso não... isso é que eu não consinto!

E não podia evitar o casamento; todos o queriam, ella, o conego, até a Dionysia com o seu zêlo venal! De que lhe servia ser um homem com sangue nas veias e as paixões fortes d'um corpo são? Tinha de dizer adeus á rapariga, vêl-a partir de braço dado com o outro, com o marido, irem ambos para casa brincar com o filho, um filho que era seu!

Tinha-lhe um amôr... Não lhe passava d'alli!» E apontava para a garganta entumecida pelos soluços. «, tens os teus filhos, Rosa. Hade dizer-se que não gostas d'elles!... Isso é tentar a Deus, rapariga!» O sr. vigario que perdoasse; ella gostava dos filhos pois se eram seus filhos, não havia de gostar! mas o seu menino era outra coisa!

Esta rapariga, meia selvagem, educada nos theatros das feiras, baixava os olhos diante de seu pae. Temia-o, e esse temor conservava entre elles uma especie de acordo, porque ella obedecia cegamente. Elle sabia-o, e mandava-a com o gesto. Resultava d'este systema de intimidação que a rapariga nunca se afastava do que para ella era o dever.

Seguiu-se um silencio egual, em que apenas se ouvia o ruido dos passos do brazileiro caminhando no pavimento terreo do alpendre. O Neves tornou a interromper o silencio, perguntando: De maneira que a rapariga... não... A rapariga estava honrada como as mais honradas!

Todas ellas contam á gente as conversas que tinham com os namoros, e dizem cousas muito bonitas, que fazem chorar, como as novellas da Maria Peixoto, que eu li. Quem é a Maria Peixoto? Era uma rapariga que sahiu. Queres saber o que ella fez? Eu te digo.

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