A correspondencia epistolar continuou, apesar de todas as vigilancias da mãi e do irmão de Isabel, que era casado áquelle tempo. Queria muito a viuva dar querela contra o seductor, mas carecia de prova escripta.

Como de egual arte, lembrando a pagina, por certo, mais dolorosa da vida litteraria de Camillo uma das que abrem a Correspondencia epistolar entre o Romancista e Vieira de Castro, e onde aquelle allude a D. Anna Placido, contrahindo para com ella, publicamente, o voto das suas inhumações em commum jazigo eu me recordára de quanto seria natural e proprio á memoria das suas conjunctas tragedias a approximação da que lhe fôra companheira e suave cumplice!

Aprendi n'aquella noite a complicada topographia do Bairro Alto, levei a cabo a exploração, sabe Deus com que trabalho! Finalmente, entrei na redacção do Diario de Noticias quarenta minutos depois da hora aprazada. Contei a Eduardo Coelho, que eu via pela primeira vez, embora tivesse estado com elle em communicação epistolar, a causa da minha demora.

A bruxa de Monte Cordova. Cancioneiro Alegre. Carlota Angela. O carrasco de Victor Hugo José Alves. Cavar em ruinas. A caveira da martyr. O clero e o Sr. Alexandre Herculano. Coisas espantosas. Coisas leves e pesadas. Condemnado, drama em trez actos. Coração, cabeça e estomago. A Corja. Correspondencia epistolar entre Camillo Castello Branco e José Cardoso Vieira de Castro.

Tenho-lhe talvez feito aqui muita falta? Umh! resmungou Manoel Quentino. Os caixeiros, que com a entrada de Carlos haviam escondido, um o romance, outro o modelo epistolar, sorriram entre-olhando-se. E você como tem passado por aqui sem mim, minha flor? perguntou Carlos, mexendo-lhe nos papeis Cada vez mais bonito, cada vez mais contente. Adeus, adeus. Não bula ahi, homem!

Contrafacção, Rio de Janeiro 1871. 1 vol. Dramas, Porto 1870. 1 vol. Drama Contrafacção, Rio de Janeiro 1871. Porto 1882. 1 vol. Coração, cabeça e estomago. Lisboa 1862. edição, melhorada, Lisboa 1864. 1 vol. Correspondencia epistolar entre J. C. Vieira de Castro e Camillo C. Branco. Com os retratos dos auctores. Porto 1874. 2 vols. Cousas espantosas. Lisboa 1862. edição, Lisboa 1864. 1 vol.

Com uma organisação tão debil, com uma tão embaraçosa miopia, e com uma vida tão agitada de occupações e distracções, ninguem seria capaz de trabalhar mais do que elle. Estive durante alguns annos em relação epistolar com Mendes Leal. Creio que foi Castilho que recommendou á sua benevolencia de mestre as minhas palidas estreias litterarias.

Arranco-a, para transcrevel-a, a uma carta dirigida a Alexandre da Conceição, com quem eu sustentava polemica epistolar no Jornal do Porto. «A esse, não a si, digo eu que, não tendo merecimentos litterarios para reivindicar, não estou disposto a desapossar-me da unica qualidade boa que, como homem, me pertence, o amor ao trabalho. Os meus amigos conhecem-n'a e respeitam-n'a.

Abundavam ao moço as sobras de sua mezada, e converteu-as todas ao seu noviciado de amor. Primeiro alliciou a creada do collegio para receber as cartas da mão do creado, alliciado tambem. A educanda correspondeu á fogosa e sincera declaração do amante, com os mais apaixonados termos, que lhe ensinou uma companheira mais velha e experimentada nas excellencias do estylo epistolar.

Cultivava simultaneamente, segundo a sua propria phrase, as lettras, a pintura e a musica. A sua especialidade em litteratura era o genero epistolar, á semelhança da srde Sévigné, sua compatriota. Os correspondentes previligiados da baroneza, como no passado os da marqueza, colleccionavam as cartas e os bilhetes, em que havia tres estylos diversos: o serio, o sentimental e o jocoso.