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Atualizado: 26 de outubro de 2026
Parecia-lhe que dos seus vestidos se exhalava ainda o cheiro da carnagem. Por ventura o soldado que assassinára sua irmã, sua mãe e sua avó viera adormecer tranquillo nos braços d'aquella mulher, se é que não fôra mais d'um soldado, com as mãos ainda tintas das nodoas do crime.
Lá, no campo da carnagem, Mutilado um corpo jaz... Ficaram-lhe alli seus ossos... Pois que foi um d'entre os Vossos Real Senhor! não terá paz. Nem a paz dos que morreram Sem a nodoa da traição Nem a paz da sepultura Ao fiel que honrado jura Morrer sob o seu pendão Lá se abraça ao corpo exangue No abandono da viuvez A que alli vive arrastada Mendigando, envergonhada, Improperios... talvez!
N'esta França, attenta e alheada nos apparecimentos de cada dia, taes como, de manhã, AS ORIENTAES, depois A CARNAGEM DE MISSOLONGHI de Eugenio de Lacroix; ao meio dia, os discursos de Thiers; á noite, a opera de Meyerbeer; no dia seguinte, um romance de Balzac, uma canção de Alfredo de Musset, entre nós, aquelle mancebo tinha, de pouco, revelado Hoffmann e os seus contos.
Estar comvôsco na carnágem, na pilhágem! Estar orquestrado comvôsco na sinfonia dos saques! Ah, não sei quê, não sei quanto queria eu ser de vós!