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Trata-se de oradores, e de estylos viciosos. Diz este mestre dos rethoricos que «ha um natural prazer em escutar qualquer que falla, ainda que seja um pedante, e d'aqui aquelles circulos que a cada hora vemos nas praças á roda dos charlatães» N'esta nossa edade, Quintiliano redivivo diria: «nas praças e nos parlamentosVozes: Á ordem? O orador: Pois tambem Quintiliano?!

E, entretanto, como ali está, naquella simples novella todo o seu original processo, desde o poderosissimo descriptivo que lhe anima o melhor da obra, até á sua pintura, ainda narrativa, de costumes; a hesitação do Artista no papel violento ou declamatorio dos personagens; a sua maneira dispersa e fragmentaria; o dialogo; a imprecisão de traços; a preoccupação das grandes telas; a falta de peças no esqueleto do seu trabalho; a paixão de certas figuras, como de certos logares; a sua dolorosa e sensual sanha de necrographo, de par dos seus carinhos, como dos seus sustos pela morte; o monstruoso dos typos, desgarrando, autónomos, um drama proprio; o sentido da vida no que ella tem de mais intimo, como no que pode suggerir de mais esparso; a falta de ajustamento e equilibrio no curso da acção; e, para alem destas qualidades e defeitos, dos typos, como das situações, o Auctor, exuberante da sua razão de belleza a esmo, desmedindo, revolucionando a Arte, por servir a Arte; no seu intimo medroso, e instinctivamente avesso, se não inimigo de todo o methodo; e, entretanto, sempre elle, comsigo mesmo, fazendo valer o defeito pelo que nelle nos de grande e imprevisto; creando das suas desproporções, uma Arte propria; arruando de graça a cidade amoral dos seus viciosos; enscenando a vida do verde-amarello da sua biliosa de pamphletario; e tudo como quem empresta a sua fatalidade de exotico aos homens e coisas a tratar; e sempre para alem de todas as convenções, como de todos os moldes academicos!

Olha, Mauricio, tenho pensado muito estes ultimos dias, e hoje mais do que nos outros. A nossa regeneração depende de nos despirmos dos preconceitos sem fundamento, com que nos educaram. A nossa perda é uma inevitavel e justa consequencia do nosso louco modo de pensar e de viver, do nosso falso orgulho e dos nossos habitos viciosos.

Palavra Do Dia

alindada

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